Marcio Cavalcante | Fotos: Ascom Ufal
Preocupada com a adoção dos princípios de igualdade e diversidade de maneira transversal, a Comissão Organizadora da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, realizada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), convidou a pesquisadora em estudos de gênero Dra. Júlia Mendes para uma formação realizada nesta quinta (01), com o tema “Perspectiva de gênero na comunicação”, que teve como público-alvo integrantes da Assessoria de Comunicação da Ufal.
A ideia é preparar os servidores/as e estagiários/as da Ascom/Ufal para trabalhar a produção de textos e imagens de modo a transversalizar a perspectiva de gênero, usando linguagem não sexista. Para Júlia Mendes, “a linguagem não é neutra, ela está imbuída de preconceitos e tem contribuído historicamente para a manutenção de relações de gênero desiguais. Fazer um uso não sexista da linguagem significa desativar certas formas de enxergar a realidade e reprogramar nossos hábitos na comunicação: desmontando o mito do masculino genérico na língua”, comenta.
Durante a formação, as pessoas puderam refletir e dialogar sobre a importância da inclusão do feminino no discurso e na produção da informação, considerando a invisibilidade das mulheres na construção da história, tão alicerçada em conceitos androcêntricos que historicamente excluem e desigualam. “Precisamos visibilizar pessoas LGBTI e mulheres como fontes de referência nos distintos campos de conhecimento, deixando de usar palavras e expressões que aludem a estereótipos de gênero”, adverte a pesquisadora.
“É preciso contar a História e nomear o mundo de forma comprometida com a sua pluralidade, combatemos também as desigualdades de gênero, e assim contribuímos com a transformação das mentes das pessoas e, consequentemente, das sociedades em direção a mais respeito e equidade”, conclui.