As 25 novas árvores são alusivas aos livros aprovados para a 9ª Bienal e formam o bosque em homenagem ao primeiro país africano a estabelecer intercâmbio estudantil com a Ufal

Por: Patrícia Mendonça, estudante de Jornalismo

Elaine Pimentel e Elita Morais, organizadoras de "Mulheres, feminismos e interseccionalidade nas ciências criminais"

A 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas entende como fundamental o exercício de boas ações. E está ciente de que, se queremos uma vida melhor em nosso planeta, a atitude deve partir de cada um. Por isso, a 9ª Bienal faz a sua parte. No Dia Nacional da Natureza, celebrado na última sexta-feira (04), 25 mudas foram plantadas no Campus A. C. Simões, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), dando origem a uma área verde denominada Bosque Moçambique, anexo ao Centro de Interesse Comunitário (CIC), sendo uma das ações da Campanha Bienal Sustentável.

Reitora Valéria Correia: Irmandade entre Brasil e Moçambique, intercâmbio de saberes

Entusiasmada com a ação que retribui à natureza os recursos necessários para a vida, a reitora Valéria Correia destacou a importância de vincular a ideia de pensar o verde como uma oportunidade de homenagear Moçambique, lembrando a África como berço da vida. “Penso que este plantio é uma das grandes expressões desta irmandade tão importante com o país que integra o nosso PEC-G [Convênio de Graduação]”, pontuou a reitora Valéria Correia, durante seu discurso no plantio do bosque.

Elvira Barretto: produzindo a 9ª Bienal com ações para pensar verde 


“A Bienal Sustentável é uma campanha que estimula a consciência ambiental, desenvolvendo ações de sustentabilidade e de respeito à natureza. Dentre elas está o uso de sacolas de papel, em lugar das sacolas plásticas, bem como a não distribuição de folders e panfletos, optando por realizar a comunicação visual através totens e banners, evitando o descarte indiscriminado de resíduos”, pontuou a coordenadora-geral da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, professora Elvira Barretto.


Retribuindo à natureza, repondo carbono
Cada muda, da mais nova área verde da Ufal — nomeada de “Bosque Moçambique” —, é em alusão a um dos 25 livros que serão lançados pela Editora da Ufal (Edufal) durante a 9ª Bienal. “É importante que a Bienal esteja à frente desta ação, afinal, o livro usa papel, e o papel é obtido de árvores, então é razoável que a gente reponha este carbono de alguma forma”, pontuou Flávia Moura, professora dos cursos de Biologia e Farmácia, da Ufal, responsável pelo cultivo das mudas.

Ana Carolina Gléria, autora de "A didática que (nos) falta na educação superior", e a bióloga Flávia Moura, responsável pelo plantio


Moçambique
Este ano, Moçambique, localizado no continente africano, é o país homenageado na 9ª Bienal. A escolha se deu pelo fato de o país, ao que se tem conhecimento, ter sido o primeiro com quem a Ufal iniciou convênio institucional. Na ocasião, dezenas de moçambicanos, estudantes da Ufal, prestigiaram a ação. Houve, ainda, degustação de comidas típicas do continente africano e pocket-show com a cantora Naná Martins, que tem referências da cultura africana em seu repertório.

Cantora Naná Martins: raízes de África


Árvores eternizando livros
Alguns dos autores dos 25 livros a serem publicados pela Edufal estiveram presentes na ação sustentável, a exemplo da autora Cecília Monte, que definiu o momento como único. ”A árvore que plantei vai eternizar o livro que passei tanto tempo pesquisando. Eternizá-lo na Ufal é, realmente, muito emocionante, pois a Universidade foi base para a minha construção”, pontuou a escritora.


Já a Rede Educativa, uma das parceiras no projeto da 9ª Bienal, pontuou a importância de pautar os assuntos da Bienal na mídia alagoana. “É uma honra para nós da Rede Educativa, TV e FM, informar sobre este evento, pois, é nossa missão divulgar a cultura e a educação de Alagoas. Ainda mais porque este ano a Bienal será no histórico bairro do Jaraguá, um lugar que inspira e respira poesia. Estamos contentes e ansiosos para levar as informações do evento para os alagoanos”, disse a coordenadora de marketing da Rede Educativa Kariny Rangoussis.

Lúcio Vasconcellos de Verçoza, organizador de "Terra, trabalho e lutas sociais na agroindústria canavieira alagoana", e sua filha.


Espécies do Bosque Moçambique: um bem para o futuro
São quatro espécies diferentes, que, segundo a professora Flávia Moura, se adaptam bem ao clima alagoano, são elas: algodão de praia, paineira, craibeira e aroeira de praia. As mudas têm tempos diferentes para florescerem e frutificarem, a mais breve leva apenas cerca de dois anos. “A gente planta sabendo que está fazendo um bem para o futuro”, afirmou a professora.


Fotos da matéria: Carol Ribeiro


Galeria de fotos: Blenda Machado