Contação de histórias, exposições oficinas e lançamento de livros movimentam espaço histórico.



Texto e foto: Diana Monteiro



O bibliotecário Nestor Alves conduziu na tarde deste sábado (2) a oficina básica sobre Organização de Arquivos, onde destacou a preservação de documentos com orientações de manuseio, material e espaço adequados para evitar a deterioração. A atividade foi realizada no Arquivo Público de Alagoas, que desde 2010 passou a ocupar uma das edificações no início da Rua Sá e Albuquerque, em frente ao Porto de Maceió, bairro de Jaraguá, local da realização da 9ª Bienal Internacional do Livro, promovida pela Universidade Federal de Alagoas.

Na oportunidade, Nestor aproveitou para informar que os métodos de arquivamento são: por ordem alfabética, numérica, geográfica e por assunto, mas a definição da melhor forma a ser utilizada, segundo o bibliotecário, caberá à pessoa organizadora. Também enfatizou que para a preservação de documentos é necessária a utilização do material indicado.

“Clips, alfinetes, presilhas, pastas coloridas são materiais que podem colocar em risco a preservação de documentos, assim como, raios solares. Orienta-se que as caixas brancas são as apropriadas, assim como as pastas transparentes, para o arquivamento,  diferentemente das feitas de madeira, pois estas ficam propensas a desgastes e mofos, por exemplo.  Não se pode utilizar material inadequado, principalmente em arquivos históricos”, frisou.

Nestor também recomendou para o manuseio de documentos a serem arquivados a utilização de luvas e máscaras apropriadas: “É uma forma segura relacionada à preservação e à saúde da pessoa que trabalha como arquivista para evitar a contaminação por fungos. Além deles, livros têm piolhos e traças”, informou. Neste domingo (3), a partir das 14h ele conduzirá a oficina Pesquisa em Repositórios: Experiência Campus Ufal-Arapiraca.

Na noite desde sábado, a partir das 19h, a programação do Arquivo Público contempla os seguintes lançamentos: O Anjo Americano, de Luiz Gutemberg e três livros de Carlos Moliterno: A Ilha, Desencontro e Notas sobre poesia moderna em Alagoas. Haverá, ainda, o lançamento da coleção Raízes das Alagoas: Os negros muçulmanos nas Alagoas, de Abelardo Duarte; Formação de Alagoas Boreal, de Dirceu Lindoso; A metamorfose das Oligarquias, de Douglas Apratto; e História de Anadia, de Nicodemos Jobim. A exposição denominada de Jaraguá Porto e Porta também está no rico acervo do Arquivo Público.

História

O Arquivo Público de Alagoas foi criado no dia 31 de dezembro de 1961, com o decreto da Lei Estadual de nº 2.428. Conta com estrutura completa dotada de estacionamento e vigilância 24h nos seus mais de sete mil metros quadrados de espaço físico. É dedicado a missão de catalogar, conservar e difundir um acervo que preserva não só a história de Alagoas, mas também de um Brasil Colonial. Documentos ricos de memória recebem do Arquivo o tratamento adequado para durar por gerações.