Atividade que faz parte da programação do penúltimo dia da Bienal aconteceu no Pavilhão das Oficinas

Janyelle Vieira


Na tarde deste sábado (9), foi realizada no Pavilhão das Oficinas a roda de conversa Mirar palavras, acertar consciências: as letras contra o obscurantismo com os autores da obra Porremas Manuela Oiticica, Rafael Maieiro e Zeh Gustavo.

A coordenadora da Bienal Internacional do Livro em Alagoas Elvira Barreto contou que a roda de conversa é um momento importante na programação. "Estou muito feliz com essa mesa redonda e com esse trabalho que proporciona resistência nesse momento. Aqui relembramos também Mariele Franco, pois toda mulher é um pouco Mariele. O debate é muito importante."

Rafael Maieiro, em sua fala, destacou que "falar de literatura em um cenário que se corta investimento para conhecimento e formação crítica, por si só, é um movimento de resistência. A literatura, por si só, é uma trincheira."

Para discutir a literatura, os autores abordaram diversos pontos.

Manu da Cuíca, como também é conhecida, autora do Samba da Escola de Samba Mangueira debateu sobre a importância da conversa e da historicidade.

Enquanto os participantes ouviam atentos e faziam questionamentos, Zeh Gustavo ressaltou o papel da literatura. "A literatura hoje é um pouco difícil de ser falada pois é marginalizada, mas a literatura está em tudo, a literatura é também falada, ela tem o sentido amplo."