Conversa reuniu estudantes e professores que defenderam a importância do ato de ler


Ascom Ufal



Como foi sua experiência com os livros da literatura clássica? Já teve a oportunidade de ler Dom Casmurro, de Machado de Assis, O Cortiço, de Aluísio Azevedo, ou A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo? Esses foram alguns dos temas levantados durante o bate-papo Onde está o clássico no universo dos jovens leitores?, que ocorreu na Praça Dois Leões, nesta terça-feira (5), em mais um dia de programação da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

A conversa atraiu estudantes e professores que partilharam suas histórias de vida com a leitura. O bate-papo foi mediado pelo professor do Ifal, Diogo dos Santos Souza. Para o docente, momentos de debate como esses são importantes para “desfazer a ideia de que o clássico é uma leitura inacessível, de linguagem rebuscada. Também é importante, pois estimula o contato com uma cultura que não é a de hoje, com palavras que não são do dia a dia, aumentando o vocabulário”.

A estudante do Ifal Palmeira dos Índios, Rafaela Aquino, participou do evento e relatou sua experiência como integrante de um clube de leitura. Ela destacou a importância do incentivo na escola e na família. “Muitas vezes, falta incentivo dos próprios professores para estimular a ler. Precisa motivar a ida à biblioteca, em um processo de conquista do leitor. Parece ser pouco, mas faz uma diferença enorme na vida de quem está começando a ler”, afirmou.