A palestrante é estudante da Ufal e a vida de escritora é seu objeto de pesquisa
 Fotos e Texto: Kerolaine Costa


A palestra Clarice Lispector e o campo literário no Brasil aconteceu no penúltimo dia da Bienal do Livro, na sala 1 do Pavilhão das Oficinas. O publico eclético preencheu a sala para falar de uma paixão em comum: Clarice Lispector. Com a direção da mestranda em sociologia, Maíra Honorato, o publico contou com a leitura de alguns textos de Clarice Lispector e depois ouviu sobre o percurso da escritora.

A vida de Clarice é o objeto de pesquisa de Maíra. De acordo com a estudante, um os principais objetivos do seu trabalho é possibilitar aos escritores, principalmente as mulheres, um apoio institucional, para que os livros escritos não sejam deixados de lado pela falta de recursos, mas que sejam publicados. “Criar políticas públicas para o escritor, porque até alguém chegar e te perguntar ‘você é um escritor?' você precisa ser reconhecido”, explicou a socióloga.


Também foi falado sobre a importância da escritora no estado de Alagoas e de alguns autores consagrados como Raquel de Queiroz, Guimarães Rosa e Graciliano Ramos. Além disso, foi tratado sobre a dificuldade do escritor trabalhar apenas com a literatura no país, decorrente da falta de recursos e reconhecimento. Por fim, palestrante e público debateram sobre a dificuldade e a importância de Lispector ter tratado de temas voltados para a mulher em uma época em que machismo e a liberdade feminina eram tabu.

Durante a palestra, a agente de aeroporto, Larissa Lopes, sorria e ouvia atentamente o que estava sendo falado. Ela é encantada pela vida da escritora e ter a possibilidade de ouvir sobre Clarice na Bienal foi algo que a surpreendeu. “Para mim foi surpreendente porque nunca tinha visto uma oficina com a presença de livros com a autoria de Clarice Lispector e é muito interessante que autores antigos ainda permaneçam na literatura brasileira, incentivando cada vez mais os seus leitores”, disse Larissa Lopes.