Primeira apresentação do novo espetáculo do grupo aconteceu na Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo

Texto: Pedro Vianna
Fotos: Manuel Henrique


A Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo foi o palco da estreia da nova apresentação da Camerata da Escola Técnica de Artes (ETA), na noite da última segunda-feira (4). O grupo faz de seis a oito concertos por ano e é formado por alunos da instituição, sob a liderança da professora de violino e viola da ETA, Lílian Pereira, fundadora do conjunto.


A Camerata nasceu em 2015 com a proposta de estudar a música camerística, dedicada a pequenos grupos. A ideia é trabalhar o repertório de forma artesanal, fabricando a sonoridade. De acordo com a professora, por esse motivo, trata-se de um trabalho muito lento, que leva meses para acontecer. “Nesse repertório, nós estamos trabalhando há quatro meses. Os alunos já possuem assim uma vivência mais orgânica com a música. No geral, é um fazer música de um modo bastante artesão”, explica.


Todo o concerto foi baseado na utilização de réplicas de arcos do período Barroco, com apresentação da suíte de Friedrich Handel (Compositor Barroco alemão), Heinrich Biber, três peças de Maurizio Cazzati, e três peças armoriais de Antônio Madureira, com arranjos da própria Lílian para a Camerata.

Ainda segundo Lílian, a Bienal acontecendo em um bairro histórico como o Jaraguá, além de engrandecer o concerto da Camerata ainda eleva a cultura na cidade. “Acho interessantíssimo, além de livre e educador, valoriza a cidade, tira a arte, literatura e cultura de um ambiente fechado, traz para rua e para o mundo e para a vivência cotidiana. Achei fantástico!”, completa.


A aposentada Cristina Cavalcante assistiu ao concerto e comentou: “A apresentação foi magnífica! É uma oportunidade única. Gostaria que muita gente tivesse aqui escutando, porque realmente são pessoas que se dedicam bastante. Eu fico imaginando a vida de cada jovem que participa e se dedica à música. Isso é esplêndido de se ver e ouvir”.