Atividade é realizada durante todo o sábado na Bienal do Livro de Alagoas

Texto e fotos: Janyelle Vieira 



Na 9ª Bienal do Livro, estão sendo apresentados projetos de intervenção do Serviço Social no combate ao racismo institucional. A atividade, que é produto do curso de extensão Questão Étnico-racial e Serviço Social, coordenado pela professora Sueli Maria do Nascimento, da Faculdade de Serviço Social (FSSO/Ufal) ocorre no Auditório do Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Misa), durante todo este
sábado (2).

O curso de extensão foi realizado de maio a junho desse ano com o objetivo de promover ações de combate ao racismo e construir com os assistentes sociais e a população usuária do Serviço Social atividades voltadas para ampliar o debate sobre as diferentes expressões do racismo. Os profissionais participantes do curso elaboraram e executaram tais propostas em diferentes municípios e instituições onde trabalham.

Para a coordenadora Sueli Nascimento, a atividade na programação da Bienal possibilita dar visibilidade e socializar os resultados com a população. “As experiências foram muito interessantes, por exemplo, em Campo Alegre, o município sempre publicava as ações na página do município e isso nos chamou muita atenção justamente pela possibilidade maior de ampliar essa comunicação para a sociedade e, por isso, a gente teve a intenção de apresentar a proposta durante a Bienal” conta.


Uma das experiências do curso foi a Oficina de Autoidentificação Étnico-racial que tem o objetivo de facilitar o reconhecimento fenotípico da etnia negra. “Muitas pessoas não entendem, por exemplo, vão preencher um questionário e não sabem declarar se é preta, parda, branca, amarela e vão ter a experiência na oficina. Antes, vamos apresentar um vídeo que esclarece também como as pessoas devem se identificar e se autodeclarar” explica Sueli.

Para a professora Sueli, a atividade busca sensibilizar a população. “A gente traz essa atividade também com a intenção de sensibilizar as pessoas sobre as diferenças e as desigualdades que as pessoas negras no Brasil sofrem e como podemos propor atividades para isso”, finaliza.