Crianças aprenderam um pouco sobre datilologia e sinais


Texto: Amanda Alves
Fotos: Blenda Machado



Na tarde desta quarta-feira (6), ocorreu mais uma contação de histórias na Bienal Alagoas, dessa vez, sobre uma gatinha francesa e filha de pais surdos. Intitulada de Charlotte, uma gata francesa em Maceió, a história é de autoria de Maria da Conceição, estudante de Letras-Libras na Ufal.

“No segundo período, a professora da disciplina literatura surda, pediu para a turma desenvolver histórias, que tivessem como tema ‘inclusão’. Foi quando surgiu a história da gatinha Charlotte, francesa, porque a língua de sinais nasceu na França, e ela sendo coda, porque é filha de pais surdos e ouvinte. Então, essas crianças são denominadas como codas, elas oralizam. Nisso, como é que a gatinha, ou as crianças ouvintes, conversam com os pais que são surdos? Através da língua de sinais. Assim, desenvolvi a história”, explica.

Conceição afirma que o propósito da história é a inclusão dos surdos, por isso, decidiu inovar na contação. A discente ainda ensinou para as crianças o sinal da Charlotte, e seu nome em datilologia, alfabeto manual. ‘’No início seria só uma historinha em libras, mas, agora eu dei uma introdução, perguntando se eles conhecem outras crianças surdas, para iniciar a inclusão e eles não se sentirem estranhos na presença de uma criança surda’’, destaca.

A história da gatinha francesa encantou as crianças, inclusive, elas até aprenderam a fazer o sinal da Charlotte em libras. Yann Vitor, de 10 anos, estudante da Escola São Luiz, conta o que achou da história e da Bienal. ‘’Eu achando tudo legal, é bem educativo para as crianças aqui. Gostei muito de conhecer o sinal em libras da gatinha, porque ensina um pouco a gente, para quando encontrar uma pessoa surda, falar com ela em libras”, disse.

Maria Rita, professora, conta a experiência de levar seus alunos pela primeira vez para a Bienal. “Eles nunca vieram, nem ouviram falar da Bienal. Essa contação de histórias é o nosso primeiro momento aqui. A Bienal para mim é oxigênio, livros para mim são meu paraíso, quero criar nos alunos também essa concepção e imagem”, ressalta.