Atividade aconteceu no Espaço Sesc; Ilustradora Anabella López apresentou sua carreira e vida

Texto: Janyelle Vieira
Foto: Blenda Machado



A tarde de terça-feira (6) da 9ª Bienal do Livro, realizada no Bairro do Jaraguá, trouxe para o prédio do Iphan, onde está o Espaço Sesc, o debate: Ilustração, criatividade e ruptura de estereótipos visuais, com Anabella López, ilustradora argentina.

Anabella, fundadora da escola usina de imagens, uma escola de formação de ilustradores em Recife, publicou o primeiro livro no México e se define como uma mulher empreendedora. Formada em Design Gráfico e ganhadora de diversos prêmios, entre eles, o Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do Brasil conta que ele trouxe reconhecimento e visibilidade para carreira.

Sobre a profissão, Anabella contou que atualmente, a ilustração vem se fazendo intuitivamente e que a ideia da Usina de Imagens é criar um processo de construção para ilustração e incentivar a leitura da imagem com propriedade.

Seus livros publicados abordam abuso, violência, feminicídio e demonstram sua linha de trabalho. A artista cita que o contraste faz parte de sua vida e é refletida no trabalho. “A beleza não é a minha premissa. A minha estética é a do feio porque eu gosto, acho interessante” revela.

A atividade abordou temas como processo criativo e leitura de imagens. “Livro ilustrado é pra quem tem vontade de ler o livro, não se restringe a crianças. É preciso ter competência pra ler o livro ilustrado pois não é tão simples assim, precisa de uma gramática visual. A poluição de imagens em que vivemos hoje não possibilita a profundidade. As pessoas, muitas vezes, não conseguem interpretar. A ilustração precisa ser expandida, as imagens estão expostas no mundo” relata a ilustradora.

Ela ainda apontou que textos, fotos, sensações, lembranças e questões de vida e repertório cultural despertam sentimentos e a partir daí, é possível criar ilustrações. Para ela, a ilustração é uma forma de ser e se expressar no mundo.