Monitoria e processos educomunicativos foram alguns dos temas apresentados

Texto: Thâmara Gonzaga
Fotos: Blenda Machado


No sétimo dia de programação no Pavilhão de Oficinas da 9ª Bienal, o debate sobre educação e seus processos foi o ponto central da maioria das atividades. Na sala 2, professores e estudantes estiveram reunidos em uma mesa-redonda sobre O programa de monitoria como espaço formativo na educação superior. Mediado pela servidora da Ufal, Cristina Barros de Castro Araújo, durante o encontro, além de debater a importância da experiência como monitor para formação acadêmica e melhoria do processo de ensino-aprendizagem, os participantes destacaram a importância de falar sobre a saúde mental dos discentes.

“Enquanto estudante, o monitor pode passar um feedback em relação à existência de algum colega de turma que esteja passando por um momento difícil. Há uma preocupação válida com o conteúdo profissional, mas é preciso também preparar para a vida. É necessário repensar a educação como um todo, com escuta, diálogo e paciência”, destacou a pró-reitora de Graduação da Ufal, Sandra Regina Paz. “Nas minhas aulas, costumo abrir espaço para cada um se conhecer, dizer seu nome. Uma atitude simples, mas que auxilia a não cair no isolamento. E vejo que é possível ter atitudes desse tipo sem se distanciar do conteúdo”, destacou.


Educomunicação

Já na Sala 1 do Pavilhão, o bate-papo foi sobre A mediação tecnológica nos processos educomunicativos, coordenado pela jornalista Gabriela Rodrigues Silva e pela professora Rossana Viana Gaia, servidoras do Ifal. Mencionando as contribuições de Paulo Freire, as palestrantes buscaram mostrar como o uso da tecnologia pode estimular “um olhar mais crítico sobre a realidade, de modo a não apenas ler a informação, mas participar do processo de construir o mundo, colaborar e estabelecer uma rede de conhecimento”.

“Na mediação tecnológica, o foco está no processo, percebendo a tecnologia como algo que vai possibilitar voz para as pessoas expressarem sua opinião com respeito, de reivindicarem seus direitos”, ressaltou Gabriela Rodrigues.

Ao defenderem o uso da tecnologia como forma de “estimular a criatividade”, “o diálogo”, e “um processo de comunicação mais responsável com a repercussão do que está sendo construído”, elas também alertaram sobre os danos do uso indiscriminado dos meios tecnológicos.

“O uso exacerbado da tecnologia vem mudando a forma das pessoas se relacionarem, tornando-se um processo automático, interferindo na saúde psíquica e emocional dos jovens. É preciso saber utilizar”, disse Gabriela. Rossana Gaia afirmou que há uma grande “quantidade de dados que não conseguimos suportar. Precisamos fazer uma seleção, pois não temos como dar conta de tanta informação”.