Desenvolvimento de produtos, equipamentos e sistemas de reaproveitamento de matérias-primas são alguns exemplos de projetos desenvolvidos por adolescentes de escolas públicas e privadas

Fabiana Soares



A Secretaria da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal) com o apoio do Sebrae Alagoas, das Secretarias de Estado da Saúde e da Ressocialização Social, do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas, da Gracom - Escola de Efeitos Visuais, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Casal Companhia de Abastecimento D’Água e Saneamento do Estado de Alagoas, realizam até o dia 7 de novembro, o Experiment-AL.

Este ano o Evento teve recorde de inscrições, foram mais de 140 trabalhos inscritos. Em decorrência do número de vagas, apenas 50 trabalhos puderam ser escolhidos para expor durante os quatro dias de feira, que conta com participação 17 municípios. 



As estudantes Ani Nicole Costa Saldanha, 14 anos, e Mariana de Assis Silva, 17 anos, representam o Colégio Sesi Cambona, estão expondo o Projeto Sistema de Acessibilidade para Surdos - SAS. Durante a pesquisa para o projeto, notou-se que ao tocar na escola a sirene para alguma atividade os surdos dependem de alguém para realizar a interpretação do que será a próxima atividade. Pensando nessas dificuldades o grupo desenvolveu um dispositivo com a finalidade de dar um suporte no processo de inclusão social das pessoas que são surdas.

O projeto funciona da seguinte forma: ao tocar a sirene para o início e encerramento dos intervalos ou aulas, os beneficiados terão de observar as horas no visor e as cores que aparecem do dispositivo. Cada cor tem um significado, o vermelho representa a emergência, azul é a troca de professor e o verde será o indicativo de intervalo.



Sobre o  Experiment-AL

O evento está acontecendo no Centro de Inovação do polo Tecnológico, na rua Melo Póvoas, em Jaraguá, no início da mesma rua do Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso. Idealizado pela professora Greciene Lopes da Ufal em 2016, a atividade acontecia bienalmente. Mas, segundo Poliana Ferraz, coordenadora operacional, em 2019 a secretária Cecília Rocha da Secti tornou o projeto anual. O dispositivo foi construído com baixo custo, descartes de materiais de construção civil e sua bateria tem como fonte a energia solar.


O evento que teve início no dia 4, está previsto para acontecer até o dia 7, das 8h às 19h. Na data de encerramento, serão realizadas as premiações do melhor projeto de Ensino Fundamental e Ensino Médio. Os vencedores ganharão bolsas de Iniciação Científica durante um ano.