Palestrante mostrou que caminho para o momento atual foi repleto de dificuldades

Dayvson Oliveira (texto e fotos)


Não é só saúde que é direito de todos, informação também. O médico José Geraldo Vergetty, compartilhou os desafios ao longo de sua trajetória profissional na palestra História da Saúde Pública em Alagoas, que foi realizada às 13h, no térreo da Associação Comercial. Ele tem uma cadeira na Academia Alagoana de Medicina, composta pela elite cultural e profissional da área.

A retrospectiva foi prestigiada por colegas de profissão, admiradores e amigos de longa data do médico. Entre os ouvintes, estava o também médico José Soares. Para ele, Geraldo dignifica a saúde do estado e representa o que ela tem de melhor. "A saúde pública em Alagoas teve 2 momentos: um antes de Geraldo Vergetty e outro depois de Geraldo Vergetty", falou.

Vergetty se formou ainda em 1960 e, em seguida, fez pós-graduação em Medicina. Durante sua atuação, ajudou na erradicação da doença de chagas, na prevenção da dengue e controle cólera, bem como, de outras doenças. Seus serviços foram reconhecidos pelo então ministro da saúde, na época, Paulo de Almeida Machado, de quem recebeu uma medalha de mérito.

José Geraldo não segurou a emoção ao falar do fim da Fundação Sesc: "foi o senhor Fernando Collor que acabou com a fundação Sesc, com a Sucam com a LBA, tudo em uma tacada só. Transformou os dois órgãos em Funasa", criticou. Com os recursos, durante o funcionamento, ele diz ter tratado, junto de sua equipe, mais de 660 mil pessoas em Alagoas, porta por porta.

Em meio a uma praga de piolho, ele conta que, devido ao desconhecimento, a população passou a raspar a cabeça,  acreditando ser uma moda européia. O médico finalizou falando dos avanços na tecnologia: "nós hoje somos e seremos privilegiados, a evolução da saúde tem sido espetacular. O que está faltando, de repente seria investimento", encerrou.