Vindo do Rio de Janeiro, o autor trouxe sua nova obra para Alagoas

Texto: Patrícia Mendonça  Fotos: Thiago Prado


Aclamado pelo público juvenil, o jornalista carioca Gustavo Lacombe retornou à Bienal nesta 9ª edição. Na oportunidade, o cronista realizou uma palestra e inseriu Alagoas na turnê de lançamento do seu 5º livro, o “Depois da Meia Noite”. Às atividades aconteceram no auditório da Associação Comercial, na tarde deste sábado (2). 

O título da sua mais nova obra surgiu como uma estratégia para poder explorar mais da sua necessidade de abordar o erotismo. O autor é famoso pelos textos românticos, mas, segundo ele, sentiu que faltava avançar mais a respeito nuances do amor e do desejo.



“Quando eu comecei a escrever sobre relacionamentos eu senti a necessidade de falar sobre sexo. Como era uma época que o público que eu formei estava acostumado com os textos fofinhos e, à época, o Facebook entregava o conteúdo de forma cronológica, eu comecei a postar sempre à meia noite, alertando para as pessoas que me acompanhavam que se tratava de um texto diferente do que eu costumava publicar, eu tinha receio do que as pessoas iam pensar. Acabou que os textos do 'Depois da Meia Noite' viraram um trabalho à parte”, disse o autor, acrescentando que sente diferença nos dois tipos de textos produzidos por ele, que permanece escrevendo, também, sobre romance.  

No entanto, se opondo ao “medo” de Lacombi, o público diz adorar a sua mais nova obra. Apenas em uma de suas redes sociais, o Instagram, o autor tem quase 200 mil seguidores; entre eles, centenas de alagoanos, que fizeram questão de comparecer à palestra do cronista na Bienal.

Entre os fãs, Larissa Gonzaga chamou atenção, a jovem estava com os cinco livros do autor, quatro autografados e o mais recente para receber a assinatura do carioca. “Os textos dele são maravilhosos, tem liberdade e, com isso, permite que o público se identifique”, disse a leitora que acompanha suas obras há cerca de dois anos. 

A leitora ressaltou a importância de a Bienal trazer escritores nos quais o público se reconheça. “Adorei o fato de ter escritor nacional. É importante trazer atrações que o público jovem se interessa e se reconhece”, concluiu  Larissa.