Com apenas 10 anos, gêmeas fizeram vaquinha para arrecadar dinheiro e usar na Bienal

Texto e foto: Patrícia Mendonça


As gêmeas que encantaram a Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal) durante a pré-produção da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas estiveram no 6º dia de evento no estande da editora para receber vales-livros.

Essa história começou quando no início de outubro as irmãs Anny Beatriz e Anna Gabriele Alves começaram a juntar ‘trocados’ com o intuito de usar na Bienal. Elas começaram de maneira modesta, com cerca de R$ 7, o tempo foi passando e a ‘vaquinha’ crescendo; membros da família contribuíram e as meninas conseguiram o valor de R$ 82,70. Foi quando a organização da Bienal fez uma matéria com elas e o empenho das garotas despertou a sensibilidade de muitos que contribuíram para chegassem ao montante de pouco mais de R$ 190. 

Elas compartilhavam a peregrinação para arrecadar o dinheiro para comprar livros e, antes mesmo que chegassem ao montante, visto o esforço e a dedicação das crianças, a Edufal garantiu dois vales-livros no valor de R$ 50 cada uma.

“É um estímulo à leitura para quem se dedica, faz campanha e quer participar. Elas são tudo aquilo o que a gente acredita que possa transformar a sociedade alagoana e a sociedade brasileira. Só a educação muda as coisas e os livros são uma grande porta para este mundo”, disse Lídia Ramires, coordenadora do estande da Edufal na Bienal.

A visita à Bienal aconteceu com entusiasmo e todo o valor arrecadado já foi utilizado. Segundo a mãe das garotas, elas compraram mais de dez livros e passaram a madrugada lendo suas aquisições com muita empolgação.

“Amei esta oportunidade. Adoro livros e a Bienal. Esta é a 3ª edição que participo, estávamos contando os dias para que começasse”, disse a Gabriela, acrescentando que está muito grata pela doação dos vales-livros e pela ajuda da família.

O gosto pela leitura impressiona. As meninas demoraram para escolher os títulos entre os tantos disponíveis no estande da Edufal, foram criteriosas: “Eu gosto de comprar livros grossos, que não acabem rápido, quero passar, pelo menos, um mês lendo o que vou comprar aqui”, disse Beatriz.

A mãe, cheia de orgulho, ressaltou o prazer que sente em ver o engajamento das meninas com a literatura. “É o mundo que elas gostam, vivem lendo. Eu super apoio, pois elas saem da tecnologia e, em partes, desta realidade difícil”, ressaltou Gilvaneide Alves.

Conheça mais da história das gêmeas na matéria especial publicada, pela Bienal, em outubro deste ano.