Atividade fez uma reflexão acerca de como as políticas públicas são importantes para o país


Texto e Imagens: Pedro Vianna



A mesa-redonda As políticas públicas no olho do furacão - tópicos para uma análise da questão no contexto de crise do capital, realizada no Pavilhão das Oficinas, no início da noite desta quinta-feira (5), trouxe para a 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas sob a ótica do professor e mestrando Marcus Costa, um debate sobre como os países em desenvolvimento estão sofrendo um processo de esvaziamento de investimentos em políticas públicas.


O professor explica que os cidadãos mais atingidos são aqueles que necessitam do serviço público, ou seja, os direitos sociais em usufruir de uma política estatal estariam sendo negados ou no mínimo, bastante reduzidos.  “Nós assistimos na periferia do capitalismo hoje, um processo de esvaziamento dos projetos de políticas públicas e isso é o objeto central da minha discussão, ou seja, tentar entender porque as políticas públicas voltadas aos direitos sociais nos países periféricos ao capitalismo encontram tamanha dificuldade”, explana.


Segundo ele, trazer o tema para a Bienal é relevante sobretudo pelo fato de que ele dialoga com a questão central que se vive no país hoje. “Que projeto de país nós queremos? Acredito que essa é uma questão que a bienal deve refletir. Eu tento fazer uma reflexão sobre essa questão, apontando que o grande problema do Brasil não está na corrupção, mas sim em um projeto vindo de ‘lá de fora’, que foi acolhido pela elite econômica nacional e que está colocando o Brasil para uma quarta população inviável. Portanto, há uma necessidade de se discutir sobre isso e a Bienal pode cumprir esse papel”, conclui.

Para Mítia Risi, professora de Língua portuguesa e ouvinte da mesa-redonda, o tema é importante pois também envolve a educação pública no país, um dos fatores relacionados à Bienal. “Gostei do tema do debate porque ele discute não só os meios para ajudar as políticas públicas relacionadas ao sistema educacional brasileiro como também a fazer o cidadão refletir e se entender como um indivíduo consciente na sociedade”, conclui.