Discussões tiveram como base a obra da avó de uma das professoras da mesa

Pedro Ivon (Texto e fotos)



Na tarde desta segunda-feira (4) aconteceu a Mesa Redonda A construção de uma autoria, as narrativas de uma historiadora e a midiatização da história, ministrada pelas professoras Manoella Neves e Vanuza Souza, ambas do curso de Relações Públicas da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A mesa aconteceu no Pavilhão de Oficinas, em frente ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e integrou a programação da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

“Essa fala é um projeto inicial de uma extensão em que a gente quer recontar a história que está registrada no livro da Geosélia, que é minha avó, falecida em 2006”, explicou Manoella. A discussão durante a mesa girou em torno da ótica pela qual a história foi contada e quem a contou, tendo como base o livro História de Alagoas, escrito pela avó de Manoella. De acordo com as docentes, existem poucos pontos de vista sob os quais a história é contada. “Fazer história diferente era comprar uma briga”, disse Vanuza em uma de suas falas.





Após a discussão inicial, foi apresentada a proposta do projeto, que visa reeditar o livro de Geosélia Pinto, rever algumas partes da narrativa e depois colocar pequenos drops da história de Alagoas em alguma rede social, como o Instagram, contendo uma imagem e uma descrição contando um pouco da história. Dessa forma, vários alunos poderiam ter acesso aos conteúdos, visto que há poucos registros da história de Alagoas nos livros das escolas.