Encontro ocorreu no auditório da Associação Comercial

Texto: Amanda Alves
Fotos: Renner Boldrino


Compondo a programação do segundo dia da Bienal, ocorreu a mesa-redonda Questões étnico-racial na perspectiva dos Direitos Humanos, no auditório da Associação Comercial. As professoras Ana Tojal, Fernanda Ferreira, Marília dos Santos e Taciana Barreto compuseram a mesa e iniciaram as discussões.

Ferreira debateu a respeito das políticas públicas para povos quilombolas, com foco na abolição da escravatura. ‘’Voltando um pouquinho na história, nós já estamos há 131 anos do período de abolição da escravatura, mas, ainda na população negra, persiste o racismo’’, disse. A docente também discutiu sobre comunidades quilombolas em território alagoano, elementos que contribuíram com o fim da escravidão, e o medo que as pessoas têm de se reconhecer como remanescentes de quilombolas, de acordo com Ferreira, eles se perguntam se não voltarão a ser escravos. ‘’O povo quilombola também exige direitos’’, conclui.


 Tojal trouxe informações a respeito do Sistema Único de Saúde (SUS) e as políticas afirmativas, com discussão sobre os desafios para construção da equidade social em saúde. Outros assuntos debatidos foram as cotas raciais, desigualdades e condições para promoção de saúde.

Marília debateu sobre o trabalho infantil na população negra e acesso à proteção infanto-juvenil. E Barreto trouxe debates sobre Direitos Humanos e medidas socioeducativas, relatando a vivência de adolescentes no meio.

Durante o período da Bienal, o prédio da Associação Comercial sediará palestras, seminários, oficinas, mesas, sarau, homenagens, dentre outras atividades.