Foram tratadas metáforas importantes para a psicanálise e a questão do feminismo

Fotos e texto: Kerolaine Costa


Homens e mulheres interessados em psicanálise se reuniram na 5ª noite da Bienal do Livro, no pavilhão das Oficinas, para a mesa redonda O sujeito como sintoma da cultura. Foram apresentados artigos sobre a importância da psicanálise para o feminismo e considerações entre Jacques Lacan e D. Winnicott. O número de participantes superou as expectativas e o público consciente optou por fazer um revezamento para que todos pudessem acompanhar a apresentação das pesquisadoras.

Inicialmente a pesquisadora Nadia Regina Loureiro de Barros apresentou os apontamentos discutidos no artigo A psicanálise e o feminismo: escutando e dando voz ao sofrimento das mulheres. Baseado na psicanálise, o foco principal deste trabalho foi analisar o feminismo e entender a ligação entre a tradição e o avanço da visão da mulher dentro da sociedade do século 19.

“As mulheres sempre viveram oprimidas pela sociedade. A psicanálise foi fundamental para começar a acabar com essa questão. As feministas de Viena foram fundamentais para isso”, disse Nadia.

Já o segundo trabalho da mesa, foi construído por Socorro Tenório Neto e Maria Edna de Melo Silva, com o tema Metáfora do espelho e subjetividade: considerações entre Jacques Lacan e D. Winnicott. Elas falaram sobre a obra e como a metáfora do espelho está presente na visão dos psicanalistas.