Religiosa também lançou livro nas escadarias da Associação Comercial e lotou as ruas de Jaraguá

Texto: Pedro Vianna
Imagens: Blenda Lorraine, Manuel Henrique e Thiago Prado


Foto: Thiago Prado
As ruas de Jaraguá ficaram lotadas e a espera por uma das principais atrações da Bienal Internacional do Livro de Alagoas chegou ao fim. Com muita simpatia, a monja Coen esteve no evento na noite de ontem (6) para uma palestra na escadaria da Associação Comercial, e falou sobre temas como ansiedade, depressão e autoconhecimento. Passando por pontos sociopolíticos como patriarcalismo no mundo, o papel da mulher na sociedade e o contexto vivenciado no Brasil.

O momento foi repleto de ensinamentos e reflexões sobre o papel do ser humano no mundo. “É impossível estar só, a nossa vida é uma eterna relação. Estamos o tempo todo nos relacionando uns com os outros e também com a terra”, disse a monja.

Após a palestra, logo se seguiu o momento de autógrafos, o que gerou uma fila considerável que tomou parte das ruas do Jaraguá, além de uma busca incessante pelo livro que estava sendo vendido na Feira de Livros do Espaço Armazém.

Foto: Manuel Henrique
Ao ser questionada sobre como foi o seu despertar para o budismo e sua juventude como jornalista, Coen disse: “Acho que toda a nossa jornada acaba sendo uma procura, então, o que é que o jornalismo faz conosco? Abre a cabeça. Ao invés de você ter os valores de uma família ou grupo, de repente a sua cabeça está aberta para tudo. Você entrevista pessoas de todas as classes sociais, de todos os grupos e você percebe que somos todos humanos”.

Após a palestra, a reitora da Ufal, Valéria Correia, presenteou a convidada com uma ilustração dela feita pelo ilustrador e quadrinista, Jean Lins.
Foto: Blenda Machado
Livro lançado

A religiosa monja Coen lançou seu livro Zen: O que aprendi com o silêncio na Bienal de Alagoas. O lançamento aconteceu após a palestra. “Esse livro, na verdade, fazia parte de outro livro que se chamava Momento Zen e foi quando eles [editora] me pediram para escrever sobre momentos na nossa vida em que a gente dá uma virada desse olhar mais inclusivo e começamos a perceber a vida da terra, que todos os seres fazem parte”, conta a autora. 

“Tem momentos na vida que a gente dá uns cliques assim, né? Quando eles me pediram para escrever esse livro, começou a sair um pouco da minha história, de coisas pessoais. A partir disso, os editores dividiram o livro em duas partes, um deles foi chamado Aprenda a Viver o agora e a outra parte é esse que está sendo lançado agora”, completou.

Sobre o título do livro, ela explica: “O silêncio é muito importante, porque enquanto a minha mente tá falando, criticando e julgando, eu não estou percebendo a realidade assim como ela é. É só quando tudo se aquieta que você tem a capacidade de perceber tudo com mais profundidade”.


Foto: Thiago Prado