Representantes reforçam importância da Bienal nas ruas de Jaraguá



Texto e fotos: Pedro Vianna


A 9ª Bienal Internacional do Livro em Alagoas, que acontece até o dia 10 de novembro nas ruas do bairro histórico de Jaraguá, trouxe uma edição que ficou ainda mais acessível ao povo. A presença de movimentos sociais e sindicais, como a Barraca da Democracia, na Praça Dois Leões e o estande do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), na Feira de Livros, somou ao evento com o conceito de trazer o povo e suas lutas como alguns dos protagonistas da Bienal.

Para Marília Magalhães, coordenadora do núcleo de Alagoas da Associação Brasileira de Médicos e Médicas pela Democracia, a relevância da presença dos movimentos sociais dentro da Bienal é que eles precisam estar perto do povo para que as pessoas, visitantes do evento e até os participantes, reconheçam que precisam ser representados de alguma maneira. Além disso, Marília frisou a importância da Bienal acontecer em um espaço público.

“O fato da Bienal ser realizada nas ruas do bairro Jaraguá significa um maior acesso à cultura para toda a população e acho que, sendo na rua, como acontece em Paraty, no Rio de Janeiro, ela consegue atrair a população em maior intensidade, principalmente as pessoas que não possuem poder aquisitivo para entrar nessas feiras. Acho que no geral, é algo mais social e isso é muito importante para o povo”, conclui.


Segundo a professora e secretária-geral do Sinteal, Girlene Lázaro, a presença do estande do sindicato na Feira de Livros é um fator que além de solidificar por mais uma edição, a relação da Sinteal com a A Editora da Universidade Federal de Alagoas (Edufal), ainda promove o conteúdo de seus filiados. “Nós somos parceiros da Bienal, desde a primeira edição, então sempre estamos divulgando quem é da base da educação, filiado nosso e escreve livros, por isso ajudamos a divulgar. O nosso estande aqui na feira de livros da Bienal serve para isso”, afirma.