Professor Cristiano Kriko apresentou história do cordel e técnicas de produção

Janyelle Vieira



A tarde do oitavo dia da Bienal Internacional do Livro em Alagoas contou com a oficina Cordel: brincar com rimas realizada pelo professor, poeta e artista visual Cristiano Kriko.

Cristiano, mencionou em sua fala que, desmistificando o que alguns dizem, cordel não é simples. “Ele fala de coisas simples, do nosso cotidiano, por isso podem considerar simples, mas ele fala com grande magnitude” destacou.

No momento da oficina, ele relembrou a história da literatura popular e pontuou que o cordel é poesia regional mas não é ligado só ao regionalismo, existem variadas  formas de escrever cordéis. “O Cordel aproxima as pessoas pela linguagem e também influencia na alfabetização pois está enraizado na cultura” pontuou.

Além do cordel, o professor apresentou a Xilogravura aos alunos, uma técnica de gravura que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel e relembrou a trajetória de Jorge Calheiros, cordelista alagoano reconhecido como um mestre.

A técnica ensinada na oficina foi a do Cordel de Sextilha, composto por seis versos em que o segundo, quarto e sexto rimam. Os participantes puderam produzir e ler os cordéis criados.