Crianças aprenderam que o lixo pode virar brinquedo

Texto e fotos: Dayvson Oliveira

Se você pensa em jogar aquela meia velha, a caixa de leite ou a garrafa pet usada, é melhor reconsiderar. Todo esse material pode se transformar na alegria de crianças. Essa dica foi dada na oficina A arte e a magia na confecção de fantoches para auxílio da aprendizagem infantil, realizada na manhã deste domingo (10), último dia da programação da Bienal. A sala 2 do Pavilhão das Oficinas ficou cheia e não faltou criatividade na hora de dar vida às ideias. A iniciativa foi acessível em libras.

A atividade foi promovida pelo grupo Te Conto Um Conto, que leva histórias para escolas e, futuramente, chegará aos hospitais de Maceió. "Nosso objetivo é tentar ir onde, muitas vezes, a escola não consegue", disse a responsável, Deborah Layanna. Ela também falou sobre a matéria-prima utilizada na produção. "O nosso foco foi que os fantoches fossem feitos a partir de material reciclável, por conta desses problemas ambientais que a gente vem vivendo", acrescentou.

Se depender da equipe responsável pelo projeto, não há barreiras para a aprendizagem. Thaís Stafane é surda e trouxe a filha para participar. “Ao invés de ficar em casa, no celular e assistindo televisão, aqui a criança, além de brincar, percebe como construir conhecimento”, expôs. Para ela, o evento poderia ter mais acessibilidade, mas nesta atividade, ela se sentiu contemplada. "Na palestra, interpretaram os slides pra mim e eu me senti muito bem", assegurou.

Marcone Tavares estava acompanhado da esposa e de duas filhas. O empresário só precisou baixar a programação e enviar para a mais velha, todo o resto, foi com a pequena. "Ela foi pesquisar o que tinha curiosidade de fazer, então foi quando identificou que existiria a oficina de fantoche e, prontamente, se agendou", revelou. O gestor também elogiou a Bienal no bairro histórico do Jaraguá. "O ambiente aberto dá mais vontade de ficar, enriquece culturalmente", aprovou.

Maria Clara tem 10 anos. Pouca idade, mas proatividade de sobra. Quando deixou o pavilhão, ela já tinha destino certo: "Eu ainda quero ir pra uma oficina mais tarde, de desenho e arte, que eu ‘super adoro’", indicou. O fantoche da menina foi produzido com garrafa pet. "Ao invés de ir para os mares, indo pro meu quarto, pra eu brincar", completou. Assim como Clara, as outras crianças também escolheram o material que queriam usar e foram auxiliadas pelas facilitadoras do grupo.