Evento durou quatro dias e também colocou empoderamento em pauta
Dayvson Oliveira (texto e fotos)


Só é possível tirar boas fotos com câmeras profissionais, certo? Errado. Ao menos foi o que os participantes da Oficina FotoIfal aprenderam. Trazendo uma introdução à fotografia e debatendo empoderamento, evento foi realizado, de 2 a 5 de novembro, das 14h às 16h no Pavilhão das Oficinas. Ao todo, foram 80 vagas, distribuídas em 4 turmas de 20 pessoas.
A oficina foi dividida em três etapas: técnica, leitura de fotografias e a parte prática, que aconteceu na praça Dois Leões. Após aprenderem sobre as possibilidades da câmera do celular, receberem dicas e a alisarem alguns registros fotográficos, a turma foi a campo. Para finalizar, os participantes voltaram para a sala apresentando o que foi construído.
O tempo curto não impediu o compartilhamento de um amplo conteúdo. A atividade foi conduzida pelo professor Gregory Aguiar, do Instituto Federal de Alagoas - Ifal. Para ele, fotografar vai além de simplesmente fazer um registro: "fotografia não serve só pra mostrar o que você tá comendo, mas pode servir para as pessoas se autoafirmarem", comentou.
Para conseguir bons resultados, o conselho da fotógrafa Ducy Lima, é apostar na criatividade. Lembrando que é preciso seguir normas, como respeitar a linha do horizonte. Mas está liberado fugir dessas normas? Sim, porém depende. "Até pra quebrar regras é preciso saber as regras", falou Ducy. Quem quiser ter domínio dessas técnicas, é indicado a fazer um curso.
Ana Sales, estudante de Jornalismo, veio participar do último dia da atividade e definiu a experiência como enriquecedora: "o Jaraguá é muito fotografável, fomos olhando diferentes ângulos, além de aprender um pouco mais da técnica", disse. Pra conhecer mais sobre o trabalho do professor, uma exposição de fotos sobre direitos humanos, pode ser conferida no Rex Bar, até o dia 10 de novembro.