Participaram do evento o PET Saúde Interprofissionalidade de diferentes instituições de ensino

Texto: Amanda Alves 
Fotos: Renner Boldrino


Na manhã desta sexta-feira (8), ocorreu o Seminário formação interprofissional em saúde: possibilidades e desafios, no auditório da Associação Comercial. Participaram do evento o PET saúde interprofissionalidade da Ufal, Uncisal e Cesmac. A mesa de abertura foi composta por Suzana Barrios (Ufal), Renata Cardoso (Uncisal), Renata Sampaio (Cesmac), Katiane Alves, representando a Secretaria Municipal de Saúde e Maria Rodrigues (Ufal). 

Barrios explica o objetivo do PET e o papel dos estudantes, tutores e preceptores nele. “A finalidade geral do programa é atuar na integração ensino-serviço, buscando melhorar tanto os projetos pedagógicos dos cursos, como o serviço ofertado à população usuária da rede de saúde. Como parte do programa, os estudantes, tutores e preceptores desenvolvem ações nessas unidades a partir de processos colaborativos de planejamento, práticas e reflexão em saúde coletiva. Nessa edição do Programa, o grande propósito é a construção de práticas interprofissionais, trazendo mudanças para a formação e para o serviço em saúde”, destaca. 


A docente Emanuella Bispo, representante do PET Cesmac, ministrou a palestra de abertura do evento, com o objetivo de discutir sobre educação, interprofissionalidade, competências colaborativas, práticas e trabalho em equipe. “A prática interprofissional, começou a ser discutida mais profundamente no Brasil em 2010. Antes disso, a gente utilizava muito a questão da interdisciplinaridade”, lembra.

De acordo com Bispo, existem três conceitos que costumam ser confundidos, quando se fala em educação interprofissional.  "São conceitos que se aproximam, similares, mas são diferentes entre si. A própria educação interprofissional é a formação dentro da graduação, pós-graduação. A prática interprofissional é a prática em si, ações, serviços. Já a interprofissionalidade é o caminho", afirma.

Sobre os desafios, Bispo relata alguns, mas também afirma que é possível superá-los. "É muito difícil trabalhar em equipe, trabalhar com o PET, envolvendo ensino, serviço e comunidade. Mas, se a gente der as mãos, se ajudar, se a gente realmente der conta daqueles tratamentos, souber acompanhar as nossas equipes, tomar decisões de forma compartilhada, dentre outras ações, vai ser possível superar as dificuldades", finaliza.