O grupo Abi Axé Egbé trouxe para o público canções e encenações que representam os orixás

Texto: Kerolaine Costa
Fotos: Thiago Prado


A Praça Dois Leões, em frente ao Misa e à Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo, foi palco de uma apresentação musical do grupo de cultura negra Abi Axé Egbé, durante a noite desta sexta-feira (8). Encantando os presentes, músicas e vestimentas típicas do candomblé, simbolizando os orixás.

Os cantores falaram sobre a intolerância religiosa e as músicas embalaram o público que acompanhou atentamente as encenações e danças. O repertório escolhido ressaltou as lutas enfrentadas pelo povo negro que sofre com o racismo, mesmo com o fim secular da escravidão no país. O estudante de Psicologia, Willames da Costa, curtiu a apresentação do início ao fim. “Já conhecia a batida e acompanho o grupo há um certo tempo. Não consigo me controlar, danço demais!”, contou animado.

No total, são 12 orixás cultuados do candomblé: Iemanjá, considerada a deusa dos mares e oceanos; Xangô, o deus do fogo e do trovão; Iansã, a deusa dos ventos e da tempestade; Oxóssi, deus da dança e patrono do candomblé; Ogum, deus da guerra, do fogo e da tecnologia; Oxum, deusa das águas doces; Exu, é só por meio dele que é possível invocar os orixás; Omolu, é como um médico, considerada deus das pestes e das doenças; Nanã, está associada a fertilidade, a doença e a morte; Ossaim, deus conhecedor das ervas medicinais; Oxumaré, transporta as águas entre os céus e os mares e ao mesmo tempo é de natureza feminina e masculina; Oxalá, é considerado o criador dos homens e é representado de duas formas (Oxaguiã, jovem, e Oxulafã, velho).


Abi Axé Egbé
Criado em 2013 como um projeto de extensão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o grupo de cultura negra Abi Axé Egbé tem como objetivo divulgar os valores éticos e estéticos da cultura afro. É considerado o primeiro equipamento cultural do Campus do Sertão e tem seu trabalho reconhecido pela Ufal. Seus participantes desempenham o papel de tornar a cultura afro-brasileira conhecida e respeitar a ancestralidade do povo negro.