Durante a oficina o cartunista também falou sobre a profissão e dificuldades

Texto: Fabiana Soares, estudante de Comunicação Social- Relações Públicas
 Fotos: Blenda Lorraine



Se você pensa que ser desenhista é uma tarefa fácil, se enganou. Rodrigo Catraca explica que para se tornar um profissional não é simples, é preciso muito esforço no início e muita disciplina para estudar e pôr em prática as principais dificuldades. A oficina foi realizada  no sábado (9), na sala 7, no Pavilhão das Oficinas.

"Desenho não é acabamento desenho é processo", diz Rodrigo. Ao  desenhista cabe ilustrar bem um ambiente que complete o sentido do que está escrito no texto,  isso contribuirá na facilidade do leitor em interpretar todas as informações.  Se está iniciando nessa carreira como desenhista, será preciso aprender uma série de informações necessárias para se profissionalizar.  Por isso, ter uma rotina diária de duas horas de dedicação ao desenho contribuirá na evolução e a cada 3 meses serão notadas as melhorias. Nem sempre quem cria artes está inspirado durante o processo, daí importância da criação dessa rotina, que auxiliará na utilização das técnicas de criação que irão dar impulsionamento sem tanto esforço.

Rodrigo apresentou vários elementos que são utilizados tanto na fotografia como, por  exemplo, a regra dos terços, que equivale aproximadamente a Proporção Áurea, quanto os componentes do cinema tais como foco,  plano geral aberto ou fechado, enquadramento, plano de fundo e profundidade (primeiro, segundo e fundo), altura do close, Imagine que cada quadro corresponde ao posicionamento de uma câmera, como se estivesse filmando uma cena de filme ou série, e esta câmera é posicionada, por vezes, conforme o estado emocional de cada personagem, se colocada de baixo para cima, empodera o personagem, mas se localizada acima da cabeça do personagem, então é enfatizada a tristeza.



Ter noção de tempo e espaço, saber desenhar cenários, focar nas principais dificuldades, buscar inspirações em grandes profissionais, desenvolver o próprio traço, saber ouvir diferentes opiniões e filtrar essas informações são as dicas de ouro que o Rodrigo Catraca passou para uma plateia bem diversificada que ía desde adolescentes até profissionais que trabalham a anos neste ofício.

Mercado de trabalho

É exigido hoje que o profissional produza em média 24 páginas por mês, essa é a quantidade ideal para se ingressar  no mercado editorial.