Momento aconteceu no Iphan e foi aberto para participação do público

Texto: Pedro Vianna
Imagens: Blenda Machado



Na penúltima noite (9) do maior evento literário de Alagoas, foi a vez das mulheres dominarem a programação da 9ª Bienal Internacional do Livro com o Sarau das Minas, que aconteceu no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O momento foi todo dedicado ao que as mulheres têm a falar sobre temas como feminismo, machismo, autoajuda e depressão e além disso, aberto para aquelas que estavam só assistindo e queriam participar para declamar algo. 

As integrantes do grupo de teatro da Casa Ambrosina, foram as responsáveis pela abertura com a apresentação de uma parte do espetáculo Quando aprendi a dizer não, que trouxe uma visão artística com dança, performance e canto sobre quais são as visões das nove integrantes sobre os temas tratados e também contar um pouco de suas vivências.

O momento faz parte de um espetáculo maior, que já foi apresentado no Teatro Deodoro e que está em processo de circulação.

Ticiane Simões, a fundadora e diretora do Ateliê Ambrosina explica qual a importância da apresentação na bienal. “Acho que temos poucos espaços para as mulheres, então quanto mais a gente puder oportunizar um espaço onde a gente tenha voz é onde tenhamos protagonismo de jovens e meninas, nós faremos”, explica.



Para a estudante da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Jenifer Lorrane que também é integrante do grupo e fez parte da apresentação, o espetáculo no Sarau das Minas é também uma forma de união e conhecimento das vivências de outras mulheres. “É maravilhoso fazer parte do teatro porque é um momento que nós temos de união e de se conhecer, junto com todas as outras meninas. Isso tudo gera um autoconhecimento muito grande e eu sou muito feliz de integrar isso”, conclui.

Após a apresentação do grupo, o sarau continuou com a abertura para que outras mulheres do público participassem, declamando poesias ou performando de alguma maneira sobre o tema.