Oito autores contaram suas histórias em forma de contos urbanos

Texto e fotos: Fabiana Soares

 

Na tarde desta sexta-feira (8), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional- Iphan, recebe o Sarau Urbanoturno, uma coletânea organizada pela Sesc Alagoas.

Trechos de pequenos de contos literários, feitos por sete escritores alagoanos e um escritor gaúcho, foram apresentados pela primeira vez. Os autores foram convidados a escreverem o que comumente acontecem todo os dias, como a violência, por exemplo. 

Histórias urbanas ganharam novas interpretações e prenderam os olhares da plateia que ouvia atentamente. Cada conto foi intercalado com músicas que completavam o sentido do que acabara de ser lido. O espetáculo durou aproximadamente uma hora.

O objetivo dessa atividade foi provocar inquietações nas pessoas que assistiam, que muitas vezes de tanto presenciar a violência, ficam inertes. 


Guilherme Ramos, analista de literatura do Sesc de Alagoas, também responsável pela curadoria, falou que no sarau foram apresentados três tipos de violências: “violência a velada, explícita e a violência da alma que você se sente mutilado e não pode fazer nada, são textos muito fortes em que eles (autores) trabalham questões pesadas (...), mas é o que toda a sociedade precisa ver e ter acesso (aos contos), por que às vezes a gente vê a coisa (a violência), mas não quer acreditar”.


Características do sarau

Sarau é um evento cultural geralmente realizado nos horários entre a tarde e noite, em casas noturnas e teatros, que consiste em apresentações de poesias, contos e música acústica que podem ser apresentados com interpretações e performance.