Anjos do Hupaa e Teatro Inclusivo Cyro Aciolly realizaram apresentações


Texto e fotos: Janyelle Vieira 



A programação da 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas preparou diversas atrações e atividades para o público infantil. As crianças podem experimentar diferentes áreas do conhecimento até o próximo domingo (10). Na manhã desta quarta-feira (6), a praça Dois Leões e a Praça da Matriz, em frente à Igreja Nossa Senhora Mãe do Povo receberam atrações especiais.

Na Dois Leões, o Teatro Inclusivo do Centro Cyro Accioly, composto por alunos cegos, com baixa visão ou deficiência múltipla, apresentou a peça musical construída em conjunto pelo professor de Música Luciano Peixoto e a professora de Teatro Marluce Almeida. “A professora de Teatro escolheu a peça e, em cima dela, fui compondo as músicas para fazer parte do elenco. As músicas falam dos personagens principais. Depois, acrescentamos mais músicas que tinham a ver com os animais, tema da peça. Passamos praticamente dois meses trabalhando a parte do canto e, depois, juntamos com o teatro e o artesanato”, explicou Luciano Peixoto.

Ele conta que os alunos ficaram muito satisfeitos. “A Bienal sempre é importante para divulgarmos o nosso trabalho, para compartilhar com os outros o conhecimento e é sempre bom estar aqui fazendo parte desse movimento”, ressaltou.


Já a Praça da Matriz recebeu a apresentação Encanta: Conto e Canta com o Anjos do Hupaa. Os Anjos do Hupaa são um grupo de extensão de contadores de histórias do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, ligado ao curso de Biblioteconomia da Ufal e formado por servidores do HU e acadêmicos da Universidade. “O nosso objetivo é ressignificar o ambiente hospitalar, desconstruir a ideia que o hospital é apenas lugar de dor e doença e contribuir para a humanização em si e amenizar os sentimentos negativos dos usuários do hospital”, explicou a Bibliotecária e coordenadora adjunta do projeto, Isabel Calheiros.

Sobre a participação do grupo na Bienal, Isabel conta que a tecnologia, diante da contação de histórias, afasta o público dessa prática e estar inserido na programação é fundamental. “A contação de histórias aproxima, incentiva a leitura, entretém. Tem um leque de benefícios”, ressaltou.