Encontro ocorreu no Espaço Sebrae e abordou o futuro dos empregos

Texto: Amanda Alves
Fotos: Blenda Machado


Quando se fala em transformação digital e o futuro do seu trabalho, isso causa alguma inquietação em você? Pensando nisso, o professor Eduardo Moraes, do Instituto Federal de Alagoas (Ifal), ministrou uma palestra sobre o tema, na tarde desta quinta-feira (7), no Espaço Sebrae.

No início das discussões, Moraes trouxe a seguinte questão: ‘’O mundo mudou e você percebeu?”. E, e, seguida, apresentou as maiores empresas atualmente no ramo de livros e transportes. Trouxe ainda alguns dados sobre transformação digital. ‘’142 bilhões de dólares foram transacionados através de dispositivos eletrônicos, as pessoas já estão se acostumando a comprar com seus celulares. Através do seu celular você tem sua vida, paga suas contas, faz praticamente tudo’’, afirma.

De acordo com o professor, nós vivemos numa era chamada onlife. "O que você é, vai ser representado pelas suas redes sociais, pela imagem que você passa. As empresas da mesma forma, elas precisam de um posicionamento claro de mercado. Vários negócios estão sendo impactados. Temos como exemplo a experiência da Amazon Go, que fez uma loja de supermercado sem nenhum funcionário, totalmente automatizada’’, destaca.

Segundo o docente, cada vez mais estamos imersos nessa transformação digital, o que causa impacto principalmente nas empresas. ‘’Os jovens já nascem com isso naturalmente. Eu tenho um filho de 10 anos, eu não estava conseguindo mexer no Instagram direito e ele me ensinou a gravar stories e colocar efeitos. Ninguém deu treinamento para ele, isso é natural, parece que o menino já tem um ‘chipzinho’ da tecnologia interno. É incrível essa capacidade que os jovens têm com a tecnologia’’, pontua.

Para finalizar, o docente fez a seguinte pergunta para os ouvintes da palestra: ‘’Com a automação e inteligência artificial, os empregos vão acabar?’’. Alguns participantes chutaram que sim, outros disseram que não, todos incertos com o futuro dos empregos. De acordo com o palestrante a resposta depende do que cada um faz. ‘’Se você faz algo que é repetitivo, algo que a máquina pode fazer, vai ser automatizado. A inteligência artificial, a ideia dela é expandir o conhecimento humano, não substituir. Exemplo disso é o emprego de frentista, que nos Estados Unidos não existe mais, já que em vários locais há a questão de autoatendimento. Os trabalhos que são triviais vão ser substituídos, precisamos investir em conhecimento, porque ele, a máquina não vai nunca substituir’’, conclui.