Bienal Internacional do Livro conta com a correalização da Prefeitura de Maceió e do Governo de Alagoas, além do apoio do Sesc, Sebrae, Doity Plataforma, Sesi e Senai

Texto: Thâmara Gonzaga
Foto: Thiago Prado



A 9ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas trouxe para Jaraguá mais de 300 atividades literárias, acadêmicas e artísticas, realizadas simultaneamente em 18 locais diferentes, distribuídas em quase um quilômetro de circuito. De acordo com os coordenadores do evento, mais de 300 mil pessoas já visitaram a Bienal 2019. Por trás de toda essa estrutura, uma equipe de produtores culturais da Ufal, estudantes monitores e contratados empenhados em fazer com que tudo ocorra da melhor forma para o público.

O maior evento literário e cultural do estado é realizado pela Universidade Federal de Alagoas, por meio de sua editora, com o apoio importante de instituições públicas e privadas. A edição deste ano foi um desafio para os organizadores, por causa da descentralização da programação. Quem visitou ficou impressionado com a dimensão que a festa literária tomou ao ocupar ruas e prédios do bairro histórico da capital.

“Acaba uma Bienal e já começamos a pensar na próxima. Por conta da reforma no Centro de Convenções, não poderíamos utilizá-lo e foi feita uma articulação para pactuar o local de 2019. Pensou-se em várias alternativas até consolidar a parceria entre Ufal, Governo de Alagoas, Prefeitura de Maceió e várias outras instituições para se firmar o circuito Bienal em Jaraguá”, explica Samy Dantas, produtor cultural da Universidade.

Integrante da equipe de infraestrutura do evento, Dantas conta o quanto foi desafiante realizar a Bienal 2019. “No Centro de Convenções era tudo reunido em um só lugar. Aqui em Jaraguá, a programação está descentralizada e envolve ruas, praças e prédios. É quase um quilômetro de percurso do primeiro prédio, o Arquivo Público de Alagoas, até o último, o Rex Bar”. Ele conta que entre “coordenação-geral, monitores, equipes de apoio, de segurança, contratados, são quase 300 pessoas pensando tudo isso para dar certo”. E garante: “Sem dúvida, é um evento de grande porte, o maior acontecimento literário de Alagoas. Talvez, um dos maiores em termos acadêmicos e culturais do nosso estado, pela sua dimensão, grandiosidade, pelo seu número de atividades e de publico também”.



Ao falar sobre a importância da realização desse evento para a sociedade alagoana, Samy Dantas destaca o papel da Ufal à frente da coordenação e o apoio de demais instituições que “abraçaram o projeto”. “A Ufal encabeça um grupo de instituições que faz com que o evento aconteça. A Prefeitura de Maceió e o Governo de Alagoas, como correalizadores, estão dando um suporte incrível. Sem eles, não teríamos condições de abraçar um evento desta magnitude, pois entram com aportes financeiros, estruturais, logísticos, de segurança, bombeiros, vigilância, educação e saúde”, afirma. E acrescenta: “Também destacamos o apoio dos parceiros Sesc, Sebrae, Doity Plataforma, Sesi e Senai. É um evento encabeçado pela Ufal, mas que tem várias mãos e agentes fazendo tudo isso aqui dá certo”.



Programação para todos os gostos

Mesas-redondas, palestras, oficinas, eventos acadêmicos, contação de história, bate-papo com autores, atrações musicais e culturais. Foram muitas as opções de atividades para quem visitou a Bienal 2019. A produtora cultural, Carol Ribeiro, uma das responsáveis pela programação, a afirma que, este ano, foram mais de 300 atividades ofertadas para o público.
“A produção já começa a pensar antes. Termina uma e já começamos a pensar na próxima, onde vai fazer e como, na logística, no espaço para abrigar”, informa Ribeiro. “Este ano, tivemos a novidade de fazermos uma chamada pública para selecionar atividades, como mesas-redondas, palestras, bate-papo, o que antes era feito só com curadoria”, acrescenta.

Ao contar sobre os cuidados da produção cultural na hora de seleção das atividades, ela ressalta que é a “relevância de acordo com o tema. Este ano, foi Livro aberto: leitura, liberdade e autonomia, por isso, pensamos muito em temas diferentes que pudessem contemplar vários públicos, desde palestras na área de saúde, educação, até música e dança”, afirmou.