Indígenas do interior de Alagoas convidam o público a conhecer a cultura dos povos originários do Brasil

Texto e fotos: Patrícia Mendonça



A Bienal Internacional de Livro de Alagoas entende como fundamental a pluralidade e é por isto que preza pela presença e a visibilidade da cultura indígena neste evento que, acima de tudo, tem como objetivo a educação. Representando a tribo Xucuru Kariri, de Palmeira dos Índios, Koan e Wakana estão comercializado às artesanias do seu povo, na feira de artesanato, localizada em frente ao Museu da Imagem e do Som.

Os indígenas têm os nomes em português Davi e Eduardo; o idioma original é o oatê, porém, assim como a maioria das tribos indígenas do nordeste, os xucurus cariris também perderam o idioma original.

Em alagoas, de acordo com os indígenas entrevistados, há cerca de 4.500 xucurus cariris.



“O dinheiro que a gente arrecadar aqui será para a nossa sobrevivência. Passamos por muita dificuldade, não temos apoio dos governos para desenvolvermos nossa cultura, educação e sobrevivência. Um dos meios que a gente encontrou para ajudar a nossa tribo foi com o artesanato”, disse Koan.

Os produtos indígenas disponíveis no evento literário custam entre R$ 15 e 150; e a variedade pé grande. Tem colares, tiara, cocar, machadinho, borduna, arco e flecha, entre outros.

Os indígenas agradeceram o apoio da Bienal e, em especial, do público sensível com cultura do seu povo. E aproveitaram a oportunidade para convidar os alagoanos a os conhecerem e ter conversas.