Peça retrata os conflitos latifundiários que representam a região

Texto: Pedro Vianna
Imagens: Thiago Prado

Na última noite do maior evento literário de Alagoas, o Sertão ganhou vida nos palcos do estande do Sebrae com a peça Vida Tirana 3. Dirigida por Daniela Goncalves, a peça retrata o conflito de terras entre moradores de latifúndios e fazendeiros, realidade muito vivida na região. 

Com uma trama agitada, a peça divertiu o público que se envolveu num enredo de muita discussão, algumas mortes, mas um final feliz. 

Segundo a idealizadora da peça, Daniela, o espetáculo também pode funcionar como uma crítica ao que ainda acontece nessa região. O conflito de terras é uma realidade. “Vida Tirana significa vida sofrida, então a gente quis retratar um pouco do sofrimento que acontece no Sertão. Não é uma coisa boa, mas é algo que também não foge da mente de quem presencia”, explica.

Para Érica Dias, estudante do Campus do Sertão da Universidade Federal de Alagoas, realizar a peça foi muito especial, principalmente pelo final feliz, pois no sertão não há apenas tristeza, como a maioria das pessoas podem pensar.

“O sertão precisa ser retratado não só como peça e sim como estudo científico, porque muitas vezes acaba sendo estigmatizado e desvalorizado. Levar o sertão para o mundo através do Sebrae é uma oportunidade muito boa. O Sebrae tá de parabéns por proporcionar esse espaço para o público da Bienal, que muitas vezes pode só enxergar o sertão como o lugar da seca, com tristeza e destruição. M mas lá é um lugar que tem muita beleza e amor”, conta a estudante.